Como serão os Critérios para este ano?

Nossa participação como colunista na revista eletrônica Treino Total é apresentar o que há de mais contemporâneo no mundo do treinamento neuromuscular, seja em aspectos competitivos com os atletas de Bodybuilding Nacional e Internacional, contemplando diversos tópicos sobre Treinamento, Periodização, Biomecânica e acima de tudo ajudar vocês leitores como conseguir resultados sólidos aos múltiplos objetivos na pratica da musculação.

Como não poderia ser ao final de cada ano os pensamentos renovam-se e novos planejamentos são incorporados e recriados por expectativas que movem todo e qualquer ser mortal a continuar sua caminhada de maneira natural sobre o seu cotidiano. Assim, não sendo diferente em nossa profissão teremos que nos reorganizar e reavaliar os percursos anteriores ao ano que passou, e buscarmos sejam nos acertos e principalmente nos erros fatores inerentes para novas propostas e contemplação de sucesso. Mas, ao ano anterior nada me foi intrigante apesar de novato neste contexto quanto aos resultados que se apresentaram de maneira diferente do enunciado em nosso esporte “O BODYBUILDING”, este que apesar de tão criticado, pré-julgado e até mesmo renegado por nossa sociedade, evolui a cada ano por evidencias cientificas proclamadas da prática da musculação e não esquecendo as conquistas por nossos atletas que surgem em cenário nacional e internacional elevando a bandeira de nosso país, tais como as atletas Anne Farias, Gal Ferreira, Diana Monteiro, Loana Muttoni, Andrea Carvalho, Dôra Rodrigues e Patrícia Mello (primeira brasileira classificada para o Mr.Olympia, versão em 2009), como também os atletas como Eduardo Correia, Jose Carlos Santos, Júlio César Balestrini, Samoel Bezerra, Luiz Fernando Sardinha, etc… Dentre tantos que este artigo não acabaria com a enorme lista que demandaria. Entretanto, a prerrogativa que me instigou para descrever este artigo e ampliar tal discussão foi o caso que na maioria das decisões do ano passado (2008) surgiram indagações sobre os RESULTADOS apresentados seja em campeonatos estaduais, nacionais e nos internacionais tais como Mundial, Sul-americano e até mesmo nos famosos Arnold Classic e Mr. Olympia ao simples fato de mudanças nos critérios e analises das estruturas musculares através da imagem corporal, desta maneira deixo a seguintes pergunta: Qual o PADRÃO REAL que deverá ser adotado este ano para os JULGAMENTOS??

Para que você leitor possa entender o que estou exclamando, é importante aprendermos a base deste esporte que não poderá ser diferente de ser analisado já que para sua proposta está na cineantropométria… que diabos este cara está falando!! Portanto, este entendimento segue sua origem grega, teremos KINEN: prefixo que significa “movimento” e se reflete em estudo do movimento, e das trocas que ocorrem no homem, sendo símbolo da vida, da evolução e do desenvolvimento humano. ANTHROPOS é o tema central, cujo significado é “homem”, representando o objeto principal do estudo. e METREIN: sufixo que tem um significado de fácil compreensão, “medida”.

Acompanhando sua origem, se vê que a base metodológica da cineantropometria estuda os critérios de medida (processo utilizado para coletar as informações obtidas pelo teste, atribuindo-se valores numéricos aos resultados), teste (instrumento, procedimento ou técnica utilizada para se obter uma informação) e a avaliação (determina a importância ou o valor da informação coletada). Desta maneira, se consegue diferenciar a medida, ao abranger o aspecto quantitativo; e da avaliação, abrangendo o aspecto qualitativo (Terra, 2008:01).

Tendo tais critérios clarificados, a cineantropometria, para a modalidade do Bodybuilding interpela análises de dois componentes fundamentais do individuo, a saber: 1.Variáveis Antropométricas; 2.Variáveis de Somatotipo.

Variáveis Antropométricas: corresponde ao método duplamente indireto, que se atribui as técnicas principais, no caso, a respeito da modalidade de Bodybuilding, que são perímetros corporais e o seguimento de dobras cutâneas. Os perímetros corporais servem para que, ao longo das etapas do planejamento do treinamento, se possa comparar os tamanhos ou volumes de cada estrutura corporal, assim como as estruturas mais deficientes, podendo ser trabalhada com mais especificidade em novas fases. E também as dobras cutâneas, que estabelecem quanto de percentual de gordura corporal as estruturas constituem, permitindo as devidas projeções da alteração.

Variáveis de Somatotipo: considerada importante para o treinador, por apresentar uma perspectiva de como é a construção do atleta e pontuar o quanto se pode modificar, ou não, este atleta na sua estrutura corporal. Como o próprio conceito, referimos à:

“Expressão quantificada das características morfológicas de um individuo, dependente do tamanho, gênero, idade, histórico nutricional e atividade física (Terra, 2008:19).”

O somatotipo é classificado da seguinte forma: Endomorfia – nível de arredondamento das formas corporais, baseado em 3 medidas de dobras cutâneas: tríceps, subescapular e suprailíaca; Mesomorfia – nível de robustez músculo-esquelética, baseado nas medidas de úmero e fêmur e correção de perímetros de panturrilha e braço contraído; e Ectomorfia – nível de linearidade corporal, baseado nas medidas de estatura e massa corporal).

Seguindo suas definições, podemos clarificar nosso entendimento e já podermos verificar os sinais que caracterizam mudanças físicas decorrentes do crescimento, envelhecimento, treinamento, estado nutricional e recuperação de patologias. Além disso, é principal ferramenta de analise da imagem corporal, o que corresponde significativamente no resultado e julgamento no Bodybuilding. Será que estes contextos são realmente levados em consideração?? Diante do esclarecido ao próximo número colocaremos em sopese final o que parece ser só o começo de muitas contendas que teremos ao longo do ano… Então, continuem treinando firme e até mais!!

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