Entenda a diferença entre alimento diet e ligth
Na busca pelo emagrecimento e sem saber a diferença entre produtos diet e light, as pessoas, especialmente os jovens, abusam no consumo desses alimentos. Uma pesquisa feita pela Unifesp com 1.009 adolescentes mostrou que 32% das meninas, de modo geral, e 53% dos meninos obesos se alimentam desses produtos sem conhecer suas propriedades nutricionais e sem orientação médica e nutricional.
“A principal diferença entre o alimento dietético e o light está na quantidade permitida de nutrientes. Enquanto o diet não pode conter açúcar, o light deve apresentar uma redução mínima de 25% de nutrientes ou calorias em relação ao alimento convencional”, explica Annete Bressan, nutricionista do Espaço Leve – Núcleo de Prevenção e tratamento da Obesidade Infanto-Juvenil, de São Paulo.
O consumidor deve ficar atento ao que come, uma vez que nem todos os alimentos dietéticos apresentam uma diminuição significativa na quantidade de calorias. Um exemplo muito conhecido é o do chocolate diet, recomendado para pessoas diabéticas por não ter açúcar (carboidrato). Mas, para quem quer perder peso, ele não é ideal: a falta de açúcar é compensada com mais gordura, o que iguala seu valor calórico ao do chocolate comum.
O ideal é que os produtos diet e light sejam ingeridos apenas por quem tem indicação médica ou nutricional. “Caso alguma pessoa da família utilize os produtos, é importante conversar com o adolescente e esclarecer os motivos pelo qual esse tipo de alimento está sendo consumido”, aconselha Carolina Sales, psicóloga do Espaço Leve.
De maneira geral, não devem ser recomendados produtos diet e light para crianças e adolescentes, salvo no caso de patologias como diabetes e dislipidemia (aumento atípico da taxa de lipídios no sangue). Para tratar da obesidade é preciso reeducar-se e procurar profissionais especializados. “O ideal é se alimentar de produtos que não tenham a composição alterada, especialmente na infância e na adolescência, quando os hábitos alimentares ainda estão em processo de formação e quando os pais ainda têm grande influência nesse processo”, recomenda Carolina Sales, psicóloga do Espaço Leve.
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