Você costuma fazer várias coisas ao mesmo tempo? Não consegue se concentrar na leitura de um livro? Ou assistir a uma palestra sem sua cabeça viajar em milhões de outros pensamentos? Sua mesa é uma bagunça?
Pode ser que você sofra de TDAH TRANSTORNO DE DÉFICT DE ATENÇÃO, mais conhecido como HIPERATIVIDADE ou DISTÚRBIO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO (DDA).

Ao contrário do que se pensava antigamente, o TDAH não é superado na adolescência: cerca de 65% das crianças diagnosticadas como portadoras de TDAH continua com os sintomas quando atinge a idade adulta.

O indivíduo que tem TDAH, é inteligente, criativo e intuitivo, mas não consegue realizar todo seu potencial em função do transtorno, que tem 3 características principais: desatenção, impulsividade e hiperatividade (ou energia nervosa).

Ele tem dificuldade em assistir uma palestra, ler um livro, sem que sua cabeça “voe” para bem longe perdida num turbilhão de pensamentos. Comete erros por falta de atenção a detalhes, faz várias coisas simultaneamente, ficando com vários projetos ou tarefas por terminar e a cabeça remoendo todos os “tenho que”. Quando motivado e/ou desafiado, tem um poder de hiperconcentração.

É desorganizado tanto internamente (mil pensamentos e idéias ao mesmo tempo), como externamente: mesa, gavetas, papéis, prazos, horários….

A impulsividade domina seu comportamento. Pode falar, comer, comprar, trabalhar, ficar em salas de bate papo da Internet, beber, jogar,….compulsivamente. Fala e/ou faz o que lhe vem na cabeça, sem pensar se é adequado ou não, podendo causar muitos estragos. Costuma ser impaciente, irritadiço, “pavio curto” e com alterações de humor.

Muda com facilidade de metas, projetos, planos… e é comum que tenha mais de um casamento ou relacionamento estável.É um transtorno neurobiológico crônico, na sua grande maioria de origem genética.

Apesar do TDAH atingir até 6% da população, é até hoje muito desconhecido, inclusive por muitos profissionais da saúde, que tratam apenas das conseqüências.A falta do diagnóstico e tratamento corretos gera grandes prejuízos na vida profissional, social, pessoal e afetiva do indivíduo sem que ele o saiba o porquê. Sem tratamento, outros distúrbios vão se associando (comorbidades), a auto-estima fica cada vez mais comprometida, e a pessoa vai se isolando do mundo, sentindo-se muitas vezes um “estranho fora do ninho”.

O QUE É ?

· Nos portadores de TDAH, os neuro-transmissores, dopamina e noradrenalina (substâncias químicas do cérebro que transmitem informações entre as células nervosas) encontram-se diminuídos, fazendo com que a atividade do córtex pré-frontal seja menor. É uma disfunção neurobiológica.

· Essa região é a parte mais evoluída do cérebro e supervisiona as funções executivas: observa, guia, direciona e/ou inibe o comportamento, organiza, planeja, e faz a manutenção da atenção e do autocontrole.

· Essa disfunção é crônica, herdada na grande maioria das vezes, daí sua presença desde a infância.

· Em menor grau, há fatores do meio ambiente que podem estar relacionados ao TDAH:

·A nicotina de cigarros fumados pela mãe gestante bem como bebidas alcoólicas consumidas, podem ser causas significativas de anormalidades no desenvolvimento da região frontal do cérebro da criança em gestação.

·Crianças expostas ao chumbo entre 12 e 36 meses de idade pode ser outro fator.

·Traumatismos neonatais como hipoxia (privação de oxigênio), traumas obstétricos, rubéola intra-uterino, encefalite, meningite pós-natal, subnutrição e traumatismo craniano, são fatores que também podem contribuir para o surgimento do distúrbio.

· O TDAH é um transtorno real, um obstáculo real, apesar de não haver nenhum sinal exterior de que algo está errado com o Sistema Nervoso Central.

· Antigamente era conhecida como “Disfunção Cerebral Mínima”. Mais tarde passou a chamar-se “Síndrome Infantil da Hiperatividade”. Nos anos setenta o conceito foi ampliado com o reconhecimento do défict na atenção e do controle dos impulsos. Em 1987 o nome passou a ter a atual denominação: “Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade”.

· Ao contrário do que se pensava antigamente, o TDAH não é superado na adolescência: cerca de 65% das crianças diagnosticadas como portadoras de TDAH continua com os sintomas quando atinge a idade adulta.

· Os principais sintomas são: falta de atenção, impulsividade e hiperatividade ou uma “energia nervosa”.

· A impulsividade tem um aspecto positivo, podendo nos levar muitas vezes à ação. O problema é quando ela se torna patológica como no caso do TDAH, onde há uma falta de planejamento em função da busca intensa e constante da gratificação imediata, das novidades, correndo maiores riscos.

· Provocar confusão, discutir, viver em conflito consigo e/ou com o(s) outro (s) é uma forma inconsciente de estimulação do córtex pré-frontal que anseia por mais atividade. A pessoa não percebe esse processo, não o faz de propósito, mas pode ficar viciada em confusão.

Fonte: Cleide Heloisa Partel é graduada em Terapia Cognitiva Comportamental, Familiar Sistêmica e Adolescente. Fez diversas especializações dentre as quais Neurolingüistica, Análise Transacional e Transpessoal. 
site www.tdah.com.br
 

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