A hiperidrose é uma doença que provoca o suor exagerado na palma das mãos, axilas, rosto e planta dos pés, podendo ocorrer de forma isolada em um destes locais, ou de forma conjunta e acomete cerca de 1% da população mundial. Segundo o chefe da equipe de cirurgia torácica do Hospital e Maternidade São Camilo – Ipiranga, Petrúcio Abrantes Sarmento, esse suor ocorre em função de um excesso de estímulos do sistema nervoso simpático, a partir de uma alteração do centro regulador da temperatura localizado no sistema nervoso central. Existem vários tipos de tratamento utilizados no combate a esta doença, porém na sua grande maioria trazem melhora apenas transitória.

O único tratamento no momento que promove uma diminuição significativa do suor nestas áreas é o tratamento cirúrgico. A equipe de Cirurgia Torácica do Hospital e Maternidade São Camilo Ipiranga utiliza um novo método no tratamento cirúrgico da Hiperidose. É a chamada simpatectomia, que consiste na interrupção de alguns nervos específicos da cadeia simpática, que comandam a transpiração nas regiões do corpo determinadas anteriormente. Cada um desses níveis seccionados durante a operação (gânglios simpáticos), correspondem a uma área:específica do corpo. “O sucesso da cirurgia, feita por videotoracoscopia, leva a uma melhora de 100% no suor das mãos, e uma melhora que costuma variar de 50% a 90% nos casos de rosto, axilas e pés”, afirma o dr. Sarmento.

De acordo com o médico, a cirurgia, feita sob anestesia geral, é pouco invasiva e tem um índice de complicação próximo de zero. A recuperação é rápida, normalmente o paciente obtém a alta em 24h, após três dias já pode voltar a trabalhar e a dirigir. É preciso aguardar 15 dias para carregar peso e fazer exercícios.

Durante os primeiros seis a doze meses após a cirurgia há a possibilidade de um efeito colateral chamado sudorese compensatório, ou seja, o excesso de suor nos locais citados é eliminado, porém é transferido para outras regiões do corpo, como abdome, costas e coxas.

“Após esse período, a sudorese desaparece, mantendo-se em apenas 1% a 3% dos pacientes submetidos a técnica inicial, que interrompia vários gânglios para qualquer localização do suor. A cirurgia só é indicada para pessoas que tenham o diagnóstico de hiperidrose primária, e não apenas por uma questão de conforto”, explica o dr. Sarmento.

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