Um estudo realizado pelo Australian Institute of Musculoskeletal Research and The School of Physiotherapy, University of Sydney (Sydney, Austrália), indica que 12% das pessoas que sofre lesão do LCA reincidem no trauma num período de até 5 anos. “Em alguns casos há fatores genéticos que influenciam para que a lesão do LCA aconteça nos dois joelhos”, explica o médico ortopedista Ari Zekcer, cirurgião de joelho e especialista em medicina esportiva pela Unifesp.

O estudo acompanhou 760 procedimentos de reconstrução endoscópicas do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) em 743 pacientes realizados num período de dois anos. Destes, 675 joelhos (675 pacientes) foram considerados na a revisão. Cinco anos após a reconstrução preliminar do LCA, 612 dos 675 pacientes (90.7%) foram avaliados. Os resultados apontaram que 12% dos pacientes reincidiram no trauma num prazo de até 5 anos após a primeira operação. Foram identificados como fatores de risco para reincidência de lesão do LCA, pisadas laterais (torção de pé) do competidor, girada de corpo com o pé travado ou saltos durante atividades esportivas.

“O enxerto utilizado na reconstrução é até 30% mais resistente que o tecido natural do LCA. Com um trabalho de fisioterapia intenso o paciente pode voltar a desenvolver suas atividades normalmente”, considera Dr. Zekcer. Vale considerar também que muitas pessoas nascem com o túnel do fêmur (sulco femoral) por onde passam os ligamentos mais estreitos. Esse fator contribui para que aumente a probabilidade da pessoa sofrer novamente uma lesão do LCA. “Um dos sinais mais claros disso são as ocasiões em que vários indivíduos de uma mesma família são acometidos pelo mesmo tipo de lesão”, lembra Dr. Zekcer.

Causas - Em caso de atletas de alta performance é praticamente obrigatória a reconstrução do ligamento por meio de uma cirurgia por vídeo artroscopia, que utiliza uma parte do tendão da patela. Um detalhe importante é que há uma série de fatores que contribuem para a freqüência de lesão do LCA ultimamente. Além do fator genético para alguns, o excesso de números de jogos num curto período de tempo intercalado com treinos de reforço muscular impedem que os músculos descansem e possam estar “preparados” no momento do jogo. “Os músculos ‘protegem’ os ligamentos do joelho”, considera o especialista. “Numa situação de fadiga muscular aos 30 minutos do segundo tempo de uma partida de futebol, por exemplo, a musculatura perde em velocidade de contração e coordenação”, analisa.

Dessa forma, durante um movimento rotacional muito comum em partidas; um drible ou perda súbita do equilíbrio – como pisar um buraco ou o pé do adversário -, ligamentos são sobrecarregados, causando a lesão. As novas tecnologias empregadas em chuteiras, que permitem mais aderência ao solo, podem contribuir com torções em momentos em que os jogadores fixam o pé no chão e giram o corpo.

Dr. Ari Zekcer

Dr. Ari Zekcer é uma das referências no segmento e um dos primeiros do país a realizar procedimentos com a cirurgia de transplante de menisco. Conta com títulos como o de especialista em ortopedia e traumatologia pela Sociedade Brasileira e Ortopedia e Traumatologia (SBOT), especialista em medicina desportiva e cirurgia de joelho pela EPM – UNIFESP. Também conta com especialização em Artroscopia das Articulações e Medicina Desportiva na Health South University of Miami. É membro efetivo de entidades internacionalmente renomadas como Sociedade Brasileira de Cirurgia de Joelho (SBCJ), Sociedade Brasileira de Artroscopia (SBA), Sociedade Paulista de Medicina Desportiva (SPAMDE) e International Society of Atrhroscopy, Knee Surgery and Orthopaedic Sports Medicine (ISAKOS). Mais informações: www.arizekcer.com.br.

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