Cuidados com a coluna podem evitar Hérnia de Disco em Corredores
A corrida é um dos esportes mais procurados por quem quer ficar com o corpo em forma e melhorar o condicionamento físico. Praticada por atletas experientes e principalmente por amadores, o exercício precisa ser bem orientado para não causar prejuízos à saúde, como uma possível hérnia de disco.
Vários fatores podem levar o atleta a sentir dor na coluna vertebral, são eles: fraqueza e encurtamento muscular, lesões antigas dos membros inferiores, tênis inadequado, treinos em superfícies irregulares e rígidas (a grama é melhor que o asfalto e este melhor que a calçada) e, principalmente, a falta de supervisão de um professor de educação física. “Uma dica importante: a corrida passa a ser um risco maior para os novos corredores que não estão fisicamente preparados para o esporte. Por isso, é preciso ter uma boa estrutura muscular e saber usar bem o músculo transverso do abdômen e os demais músculos posturais.
Esses músculos darão suporte para que a coluna não sofra nenhum tipo de lesão, evitando assim uma hérnia de disco no futuro. Outra orientação importante seria um programa de mobilização das articulações vertebrais, que pode ser feito através da Osteopatia, técnica da Fisioterapia Manual”, explica Helder Montenegro, fisioterapeuta osteopata e fundador do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral. Mesmo com esse cuidado, algumas pessoas acabam passando por algum episódio de dor na coluna devido a uma predisposição genética.
Segundo o fundador do ITC Vertebral, junto com o medo de ter que parar de praticar o esporte, vem a cirurgia. “Muitos atletas chegam ao consultório preocupados com o resultado de hérnia de disco, pois não querem passar por uma cirurgia e muito menos parar de correr.” Porém, uma pesquisa recente da Revista da Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos mostrou que apenas 10% das hérnias de disco necessitam de cirurgia para serem tratadas. Ou seja, tratamentos convencionais como a fisioterapia, medicamentos prescritos por um médico e exercícios físicos podem solucionar 90% das hérnias.
Tratamento convencional combinado com exercícios
A Reconstrução Músculo-Articular da Coluna Vertebral – RMA Vertebral, tratamento aplicado pelo Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral, une o trabalho da fisioterapia manual com a tecnologia das mesas de tração e descompressão e do Stabilizer – equipamento que condiciona o paciente a usar o músculo transverso do abdômen, e exercícios de musculação. A união de todos esses fatores permite que o paciente não tenha mais dor e inicie um trabalho focado no fortalecimento dos músculos posturais. “Com a técnica RMA Vertebral, temos conseguido resultados equivalente a 87% dos casos resolvidos. Claro que isso só é possível se houver o comprometimento do paciente na manutenção do tratamento, ou seja, fazer exercícios como musculação e Pilates. Assim, se bem utilizado o músculo do transverso do abdômen, muitos corredores poderão voltar para as pistas”, explica Helder Montenegro, fisioterapeuta e fundador do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral.
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2 comentários
Está acontecendo isso comigo, estou sentido dores na lombar e estava até com sem querer visitar meu médico, pois tenho medo de parar o treino, já que acabei de recomeçar por um problema no joelho, agora tomei a decisão de ir mesmo fazer uma consulta!
TÉCNICAS COMO A RMA DA COLUNA FORAM CONDENADAS POR ESTUDOS CIENTÍFICOS. SEU USO É UMA DESONESTIDADE CIENTÍFICA COM INTERESSES COMERCIAIS.
A Sociedade Brasileira de Reumatologia se pronunciou quanto a um tratamento denominado Reconstrução Musculoarticular da Coluna Vertebral (RMA), o procedimento envolve sessões com três tipos de aparelhos – mesa de tração eletrônica, mesa de flexão/descompressão e um equipamento chamado Stabilizer –, prática de musculação e Pilates e manipulação vertebral.
Analisando o RMA, o coordenador da Comissão de Coluna da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), o reumatologista Marcos Renato Assis, comenta que estão reunidas no programa técnicas antigas, mas não comprovadamente eficazes. Com relação à manipulação vertebral, Assis explica que as evidências são contraditórias, não dando para defender sua aplicação.
A manipulação vertebral, descreve o médico, é uma técnica manual, sem aparelhos, em que um terapeuta aplica forças sobre o corpo do paciente, visando ao movimento entre as vértebras, seja com a mobilização dos segmentos espinhais, seja com a manipulação propriamente dita, em que ocorre o “estalo”, para proporcionar alívio da dor.
É preciso muito cuidado na escolha do profissional que irá aplicá-lo: “Se a técnica não for feita com cuidado, pode causar fraturas, hérnia de disco ou até um acidente vascular encefálico em caso de manipulação cervical, pela ruptura de uma artéria calcificada, por exemplo, sobretudo em pacientes idosos ou que sofram de osteoporose”, alerta Assis.
Equipamentos
Quanto aos aparelhos, o coordenador da Comissão de Coluna da SBR considera que não há dados consistentes que suportem sua efetividade.
O Stabilizer, por sua vez, é uma almofada cheia de ar conectada a um medidor de pressão, que, nesses casos, é colocada sob a região lombar, onde registra as variações de pressão decorrentes da contração de determinados músculos da coluna. É um aparelho rudimentar.
Segundo Assis, esse aparelho pode ser classificado como um tipo de treino com biofeedback, ou seja, quando o paciente realiza a contração ou o movimento desejado, o Stabilizer mostra o aumento da pressão.
Para o reumatologista, a ideia é bastante interessante. “No entanto, a eficiência do aparelho deve ser alvo de estudos com metodologia adequada para confirmar se ele otimiza realmente o fortalecimento dos multifidos – os músculos mais profundos – e, especialmente, se melhora as respostas ao treinamento convencional com exercícios e orientação do terapeuta”, pondera o médico.
Assis observa ainda que o RMA parece ter uma visão restrita, uma vez que anuncia como alvos “a hérnia de disco e os problemas de coluna”. Contudo, as dores na região não têm somente origem mecânica, mas podem advir, por exemplo, de um tumor, de uma infecção, de uma inflamação crônica autoimune ou até de uma fratura. “Se for um desses casos, não apenas os resultados dos tratamentos presentes no programa podem ser comprometidos, como também existe a possibilidade de haver risco de agravamentos e complicações”, assinala.
VEJAM AS OITO PRINCIPAIS MENTIRAS DO RMA DA COLUNA
1. O método de tração dá a entender que promove uma reconstrução de músculos e articulações da coluna vertebral. ISTO É MENTIRA, POIS SÓ SE CHEGA A ESTE FIM COM UMA CIRURGIA DE RECONSTRUÇÃO! UM MÉTODO SIMPLÓRIO COMO ESTE NÃO TEM ESTE PODER MÁGICO.
2. O método de tração diz que se trata de algo pioneiro. ISTO TAMBÉM É MENTIRA, POIS O USO DE MESAS DE TRAÇÃO E GINÁSTICA EM TRATAMENTOS DE COLUNA JÁ USADO HÁ SÉCULOS EM PROTOCOLOS COMO O DE PRAVAZ.
3. O método de tração diz poder tratar hérnias de disco como uma alternativa a uma cirurgia. ISTO É MENTIRA, POIS NAS SITUAÇÕES ONDE EXISTEM REAIS INDICAÇÕES DE CIRURGIAS, COMO NO CASO DE SÍNDROME DA CAUDA EQUINA E NAS MIELOPATIAS CERVICAIS, ESTAS MACAS PODEM ATÉ TRAZER DANOS MEDULARES E DEIXAR PACIENTES ALEIJADOS.
4. O método de tração propõe a realização de 20 ou mais sessões como tratamento das dores nas costas. ISTO É UMA MENTIRA, POIS NESTE LONGO TEMPO OS PACIENTES MELHORARIAM MESMO SEM FAZER QUALQUER TRAÇÃO. JÁ EXISTEM MUITOS TRABALHOS QUE DEMONSTRAM ISSO.
5. O método de tração se diz revolucionário e dá a entender que é superior aos métodos convencionalmente usados na fisioterapia. ISTO É MENTIRA, POIS ELE NÃO TEM NADA DE REVOLUCIONÁRIO NEM É MELHOR QUE OS OUTROS MÉTODOS. PELO CONTRÁRIO, ELE É PIOR QUE A HISTÓRIA NATURAL NAS LOMBALGIAS E CIÁTICAS.
6. O método diz que age através da descompressão de estruturas nervosas. ISTO É MENTIRA, POIS HOJE, SABE-SE QUE A COMPRESSÃO NÃO É O FATOR PRINCIPAL DO PROBLEMA – É PRINCIPALMENTE O FATOR IMUNE E INFLAMATÓRIO – E QUE NÃO HÁ PROVAS DESTA DESCOMPRESSÃO ALEGADA.
7. O método de tração se diz altamenete eficaz e seguro. ISTO É MENTIRA, POIS SUA INEFICÁCIA JÁ FOI COMPROVADA EM VÁRIOS TRABALHOS, TANTO NAS CIÁTICAS E NAS LOMBALGIAS E ELE PODE CAUSAR PIORA DOS QAUDROS DE DOR COM A PRODUÇÃO DE DORES NEUROPÁTICAS DE DIFÍCIL TRATAMENTO.
8. O método de tração alega ser um tratamento de doenças degenerativas discais. ISTO É MENTIRA, TALVEZ SUSTENTADA PELO TOTAL DESCONHECIMENTO DA GRANDE COMPLEXIDADE METABÓLICA DOS PRINCÍPIOS MECANOBIOLÓGICOS EXISTENTES NO DISCO. O DISCO DEGENERADO TEM UMA CASCATA BIOQUÍMICA E METABÓLICA DISFUNCIONAL E NÃO SERÁ UM TRAÇÃO QUE VAI NORMALIZAR ISSO. MUITO PELO CONTRÁRIO, A TRAÇÃO ACELERA A NECESSIDADE METABÓLICA E AGRAVA A DEGENERAÇÃO.
Dr Henrique da Mota, MD, AFSA
Ortopedia e Cirurgia da Coluna
Especialista pela Université de Lyon – França