Hoje abordarei um tema que parece ser o calcanhar de Aquiles dos que treinam com pesos, já que entra e sai gente das salas de musculação em busca de objetivos, e ao observarmos o cotidiano ficam bem longe deste preceitos que mais parecem lutar contra a “maré”.

Nos dias atuais, o treinamento com pesos, no que se credencia para o Bodybuilding ou musculação, satura-se com diversos métodos e programas, onde muitos deles parecem não ter lógica e assim, não se faz a mínima idéia do que realmente existe de comprovação no contexto prático e  voltado para resultados consistentes na mudança da composição corporal. Diversas pesquisas são efetuadas a todo o momento, sejam em artigos científicos que se aplicam à voluntários, que de longe chegam aos pés de um verdadeiro atleta ou em sites e revistas que, constantemente, veiculam e circulam com propostas infundadas, com vantagens sem comprovação nem tampouco uma abordagem séria, apenas barganhando aspectos puramente comerciais. Assim, abordaremos uma ampla disposição e discussão temática voltada ao Bodybuilding, para ajudar aos que desejam compreender e aplicar este recurso técnico em rotinas de treinos.

A concepção de periodização surgiu no final dos anos 50, advindo de países do bloco soviético, extinta União Soviética, a fim de aperfeiçoar as adaptações dos atletas submetidos ao treinamento com pesos na musculação. Apresentaremos duas formas distintas que compreendem uma periodização, ficando, assim, a critério que decisão ou corrente deverá ser tomada para direcionar seu planejamento ou do seu atleta:

1. Modelo Classico: Este modelo condiciona dois elementos principais que englobam a periodização:
a) como estruturar um período mais longo, portanto um ano de treinamento, aplicado em fases mais curtas de controlar;
b) estruturar em fases específicas o treinamento. Suas etapas dividem-se em:
1. Adaptação anatômica (A) – inicial ou progressivo, também realizado após uma pausa ou ausência prolongada; 2. Hipertrofia (H) – aumento do tamanho do músculo;
3. Força máxima (FM) – aumento do tônus muscular e da densidade do músculo;
4. Definição muscular (DM) – objetivo de queimar gordura e aumentar a vascularização muscular, utilizando métodos específicos; e
5. Transição (T) – recuperação e regeneração, antes de nova fase.

2. Modelo de Variação de ciclos (Ondulatório) : Como o próprio nome apresenta, este modelo segue basicamente um mesociclo de 14 dias, englobando 3 ou 4 diferentes tipos variações nas sessões de treinos, ou seja, pode haver alternância da intensidade e do volume do treino de um para o outro.

Verifica-se que cada método contempla particularidades, o que significa que  um seja melhor ou pior do que o outro, mas deve existir um bom senso ao manipular as valências físicas, aplicando coerentemente, intensidade e volume de treinamento. Notadamente, você deverá aprofundar-se ainda mais, pois quando iniciamos nesta jornada, declaramos que nossa missão seria fazer você entender o significado que engloba estes sistemas, a aplicação destes para promover, verdadeiramente, bons resultados.

Muitos perguntam quais os  segredos para atingir um excelente físico. Esta parece ser a primeira inquietação dos amantes da musculação. Então, abriremos a cabeça para seguinte reflexão é “DE ou PARA” hipertrofia? Sempre faço esta pergunta por acreditar que o primeiro erro consiste no fato de muitos acreditarem que o crescimento muscular é realizado por meio de dígitos matemáticos (3×10, 3×8 ou 4×6…rsos!). Ressalto que apesar de parecermos máquinas vivas, nosso organismo responde  diferente de indivíduo para indivíduo. Principalmente devido a fatores musculares (neurogênicos, miogênicos, biomecânicos e psicológicos) que influenciam diretamente nas alterações fisiológicas e nas capacidades biomotoras do movimento (resistência, velocidade e força). Portanto, esta explicação esclarece de uma vez por todas que quando o objetivo é hipertrofia máxima,  torna-se necessário amplo conhecimento e aplicações metodológicas.  Por meio de ajustes e tentivas de erros e acertos, mediante a capacidade individual de melhor adapata-se ao treinamento. Desta maneira podemos concluir o seguinte: o que é bom para mim, talvez não seja bom para você.

Agora, alongue-se e comece a treinar!

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