Ele está entre os dez tipos de câncer mais incidentes no Brasil e não é à toa. O alto consumo de alimentos industrializados, a vida sedentária aliada ao baixo consumo de fibras pode causar câncer de cólon e reto, conhecido popularmente como câncer de intestino.

Ele atinge homens e mulheres de diferentes idades, mas a maior incidência está entre a faixa etária de 30 a 60 anos. “O melhor meio de detecção, nos dias atuais, ainda é o exame, a colonoscopia, principalmente, se o paciente tem histórico de câncer na família”, explica o oncologista clínico Marcelo Oliveira, do Núcleo de Estudos Oncológicos (Neo Saúde). O médico explica ainda que há grandes chances de cura quando esse tipo de câncer é detectado precocemente.

A incidência e mortalidade por causa do câncer de intestino têm aumento no mundo todo, mas principalmente nos países desenvolvidos e em áreas urbanas. “Há inúmeros fatores envolvidos nos casos deste tipo de câncer, o primeiro deles, são os genéticos, muitas vezes hereditários, mas há outros bem importantes como os agentes cancerígenos, que podem ser físicos, químicos ou biológicos, principalmente, os ambientais e dietéticos, que podem provocar mutações genéticas e causar câncer”, explica o oncologista.

Entre os fatores de risco estão a idade superior a 60 anos, ter parentes de primeiro grau com câncer de intestino, síndromes genéticas, doenças inflamatórias crônicas de intestino, como colite ulcerativa, consumo excessivo de bebidas alcoólicas e de gordura animal, tabagismo e obesidade. “Uma dieta pobre em frutas, verduras e legumes e ricas em gordura animal, pode ser responsável por 66% a 75% dos casos de câncer de cólon e reto”, explica o médico Marcelo Oliveira.

Outro aspecto, como o baixo nível de atividade física, também é um dos fatores mais reconhecidos e com associação direta no desenvolvimento de câncer de intestino. “A prática regular de exercícios pode diminuir o risco de doenças em até 50%. O mecanismo ligado à isso está relacionado à diminuição do tempo de trânsito intestinal, o que minimiza assim o contato de carcinógenos com as células do intestino”, avalia Oliveira.

Algumas hipóteses dos cientistas é que a atividade física poderia alterar os níveis de prostaglandinas, melhorando o sistema imunológico e modificando o metabolismo dos ácidos biliares.
Ainda relacionado à dieta, a gordura animal é considerada uma das maiores vilãs para um trato intestinal saudável. “O alto consumo de carnes vermelhas causa um acúmulos de ácidos graxos, contidos nesses alimentos e de substâncias que se formam durante o preparo das carnes, além das altas temperaturas, como as aminas e os hidrocarbonetos aromáticos”, destaca. Já uma dieta com alto consumo de frutas, verduras e fibras tem um papel protetor do intestino. “Isso devido ao alto teor de nutrientes e outras substâncias que podem inibir a formação de carcinógenos, reduzindo a capacidade de proliferação de células e agir como antioxidantes”, indica o médico.

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