Treinamento funcional otimiza a performance
O homem constantemente busca evoluir em tudo o que faz e com os atletas, de um modo geral, não seria diferente. Mesmo nas categorias amadoras (surfe, escalada, futebol, correda e praticantes de esportes) estão buscando superação e treinamentos que otimizem a performance.
O grande erro está quando esses atletas usam somente metodologias tradicionais, que geralmente dizem respeito à musculação, à esteira ou outra modalidade de treinamento indoor (academias). Não tenho nada contra as academias, nem contra a musculação e suas metodologias, mas inicio esta coluna com este artigo para o público que pretende diminuir o tempo na corrida, nadar mais rápido, saltar mais alto, mais longe e não exclusivamente àqueles que “puxam ferro” cujo objetivo seja a hipertrofia.
Existem inúmeras maneiras de melhorarmos o nosso desempenho: pilates, exercícios com bola suíça, treinos ao ar livre , entre outros. Vou falar um pouco de uma metodologia que gosto e utilizo muito que é o treinamento funcional.
Este tipo de treinamento caracteriza -se por exercícios que utilizam o corpo de maneira global, diferente da musculação e da ginástica local que atuam de maneira segmentada.
Usarei um exemplo simples aqui:
Um escalador que faça somente musculação para melhorar a condição de seus membros superiores fortalecerá seus músculos, articulações, tendões e ligamentos de forma segmentada. No momento que ele precisar usar os braços para subir em uma rocha, o movimento acionará também os abdominais, peitorais, costas e até mesmo as pernas. Por isso é importante trabalhar o conjunto.
Dessa forma, em qualquer modalidade esportiva é importante usar a musculação como um complemento, desde que conciliada com novas metodologias. Além do treinamento funcional trabalhar o conjunto, usam-se materiais (cordas, barras, bolas de diferentes tipos, pesos e tamanhos) e locais diversos ( bancos, árvores etc).
Outro fator que colabora para a melhora da performance é o fator lúdico. Nenhum treino precisa ser chato e monótono. É possível incluir atividades que remetam à da época da infância, pois podemos usar brincadeiras em determinados momentos para exigir ainda mais da nossa condição física.
Meu conselho é que você inove: ao invés de realizar uma puxada no pulley pela frente, faça em uma árvore e veja a diferença. Ao invés de realizar flexões/repulsões de braço ao solo, experimente brincar de carrinho de mão. Ao invés de aquecer correndo ou realizando polichinelos, brinque de pique e compare os rendimentos. Os treino funcionais não se resumem a isso, claro, pois existe muita ciência envolvida. Recomendo que busque um profissional capacitado e experimente, pois será uma excelente maneira de iniciar seus treinos.
Saudações!
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5 comentários
Muito boa a matéria, realmente variar dessa forma é sempre bom.Treino as vezes fora da academia ,em clube e até praça. E quem tiver curiosidade entre no you tube e vejam o treinamento de alguns americanos pelas ruas dos EUA, é só digitar “Ruff Ryders Thug Workout: Fitness From the Streets” muito bom mesmo. Abraço a todos
muito boa a dica. o uso do musculação como complemento é interessante pois você pode incluir outros treinos em sua atividade fisica e n só focalizar os membros superiores na musculação mas tbm os inferiores com uns treinos de corrida.
abraço!!!
A “Boa” do professor Mário é isso: inovar tanto no modo de visualizar o treino como algo não repetitivo e monótono como, ao mesmo tempo, não fugir do foco que se almeje alcançar. Ou seja, existem várias formas de se atingir a perfeição e não apenas pela educação de fôrma.
Querido professor Mário, tenho muito orgulho e saudades de um dia ter sido sua aluna. Aproveito este espaço, para elogiar o profissional dedicado e amigo e também elogiar está excelente matéria. Continue sempre em frente vc merece.
Excelente matéria! Adorei a dica pra não deixar a musculação tão “monótona”. Esse era o motivo pelo qual a idéia da musculação não me agradava. Sempre achei que aqueles aparelhos e pesos dariam o resultado “musculoso” e, além desse não ser o meu objetivo, acabava desanimando de malhar logo nos primeiros meses. Depois de ler a matéria, muito interessante por sinal, vou procurar colocar em prática os conselhos aqui postados e voltar a “remexer” o corpo sedentário. Foi uma injeção de ânimo para espantar a preguiça.
Parabéns pelo artigo!